Tem mais mulher na Engenharia

Presença feminina em curso considerado masculino cresce e ganha destaque em empresas e obras espalhadas por todo País Mulheres no Curso de Engenharia é um reflexo da sociedade, onde elas ganham cada vez mais espaço.

segunda-feira, 24 de setembro, 2012 - 12:46
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O boom da construção civil ocorrido nos últimos anos tem mudado a cara dos cursos de Engenharia Civil pela cidade. Antes dominadas por homens, as salas de aulas estão ganhando cada vez mais a presença feminina. Os números nas universidades e faculdades que dispõem do curso comprovam essa tendência. No Centro Universitário Filadélfia (Unifil), as turmas de Engenharia Civil apresentam um total de 15% de mulheres. Já na Universidade Estadual de Londrina este número chega a 25%. Na Faculdade Pitágoras, 20% dos futuros engenheiros são mulheres. Em outras épocas, a maior parte dessas vagas estava reservada aos homens. O professor Paulo Adeildo Lopes, coondenador de Engenharia Civil da Unifil, destaca que as alunas mostram-se tão competentes quanto o sexo oposto e até mesmo se diferenciam no capricho dos trabalhos e tarefas. O aumento na procura pelo curso de Engenharia se deve, segundo Lopes, ao número cada vez mais de mulheres ocupando cargos de relevância. ´´O curso de Engenharia é um reflexo da sociedade, onde as mulheres têm ganho cada vez mais espaço e relevância no mercado de trabalho´´, defende. O coordenador enfatiza que a engenharia exige de seus profissionais organização, disciplina, capacidade de decidir tecnicamente e espírito empreendedor. Ele também garante que é um erro pensar que a função exige força física. ´´Não é preciso força bruta no dia a dia e sim capacidade intelectual para liderar a equipe. Me parece que as mulheres preenchem todos os pré-requisitos para exercer a função´´, aponta. Na Universidade Estadual de Londrina (UEL) o crescimento tem se avolumado recentemente, conforme o coordenador de colegiado de Engenharia Civil, Luiz Antonio Soares de Souza. ´´Se percebe que com pequenas variações os dados indicam um ligeiro crescimento´´, observa. As cinco turmas do curso na UEL totalizam 369 alunos dos quais 99 são mulheres, um total de 25% do universo de alunos. O aumento da presença feminina na UEL fica ainda mais aparente na turma do terceiro ano, onde de 84 alunos, 34 são mulheres, cerca de 40% do total. Para Souza, um dos motivos da procura seria o bom salário inicial. ´´O engenheiro assume um papel mais de coordenador de obra e não precisa pegar no pesado. Isso, somado a uma média de seis salários já no início da profissão, ajuda a atrair interessadas´´, afirma Souza. Outro motivo que ele acredita ter atraído mulheres à área, está no deficit profissional que a construção civil tem apresentado nos últimos anos devido ao crescimento do setor. O coordenador adjunto da Faculdade Pitágoras, Milton Borg, diz que as mulheres vêm conquistando espaço em várias áreas do mercado de trabalho. Segundo o professor, elas costumam ser mais cuidadosas e detalhistas e isso tem feito a diferença. ´´O cuidado das mulheres na hora de formular um projeto e principalmente no acabamento de um apartamento já está chamando a atenção das construtoras´´, avalia. Na Pitágoras, dos 700 alunos do curso, 20% são mulheres. De acordo com ele as coisas mudaram muito nos últimos 30 anos. ´´Antigamente uma engenheira não podia ir ao canteiro de obras sem a companhia de um homem. Hoje são tantas mulheres trabalhando ali que isso já não é necessário´´, diz Borg. ´´Percebe-se que aumentou o número de mulheres principalmente nas últimas duas turmas do curso´´, revela. Fonte: Mútua

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