Textos referenciais abrem as discussões do 7º CNP

Detectada a origem: o fraco desempenho econômico do país nos últimos 30 anos. Diagnosticado o problema: o setor público carece de profissionais da área tecnológica para planejar e executar projetos de infraestrutura. A solução parece óbvia: remontar as equipes técnicas. O intrincado é encontrar caminhos que levem mais rápido a esse objetivo.

terça-feira, 12 de janeiro, 2010 - 09:53
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A carência atinge as administrações federal, estadual e municipal e implica não só a criação de vagas, “mas a de carreiras nas áreas da Engenharia e da Arquitetura Pública”, sugere Alceu Molina, engenheiro agrônomo e advogado com especialização em Engenharia Econômica e Direito Público.
Segundo Molina, por esses caminhos, por sua vez, é preciso estabelecer paradas nas escolas tanto do ensino médio quanto superior – que precisam rever seu conteúdo pedagógico e grade de matérias. Ao mesmo tempo, alerta: “é preciso que o governo reconheça suas necessidades e cubra as lacunas, e que a sociedade esteja consciente da importância do bom desempenho de engenheiros e arquitetos, por exemplo, na construção de estradas, pontes, portos, ferrovias, implantação de saneamento básico e habitação destinada à população carente”.
Como quem torna realidade o lado empreendedor do governo, os profissionais que atuam nas dezenas de modalidades da Engenharia impulsionam o desenvolvimento do país a partir das ofertas do mercado de trabalho e do investimento em pesquisas tecnológicas e científicas.
“Criar um campo favorável a essa atuação, aproveitando o sopro desenvolvimentista do momento, implica o envolvimento de lideranças e desses profissionais na discussão desse e de outros enfoques que dizem respeito ao progresso do país”, afirma Molina. Ele responde atualmente pela Superintendência de Planejamento, Programas e Projetos do Confea, e é autor do texto que sob o título “A valorização das profissões do Sistema Confea/Crea na estruturação do Setor Público” é uma das referências para as discussões a serem desenvolvidas nos encontros microrregionais e estaduais que antecedem a sétima edição do Congresso Nacional de Profissional, que acontece em agosto na cidade de Cuiabá (MT).
Molina contextualiza o desempenho da Engenharia enquanto atividade econômica e estabelece uma relação entre os índices de crescimento experimentado pelo país nos últimos anos. Reconhece o empenho do governo em aumentar a oferta de universidades públicas distribuídas de forma equânime pelas cinco regiões. Também fornece comparativos que revelam a necessidade de o governo dar às Engenharias o mesmo espaço aberto para as estruturas jurídicas e de controle do Estado, como se constata com a Controladoria e a Advocacia Geral e com o Tribunal de Contas, todos da União, por exemplo.
Leia, discuta, participe e faça com que o 7º CNP, cujo tema central é “Construindo uma Agenda Estratégica para o Sistema Profissional: desafios, oportunidades e visão de futuro”, marque o início de mudanças as quais levarão a uma realidade mais adequada ao país que projeta estar entre os mais desenvolvidos do planeta.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea

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