A discussão entre o sindicato e os trabalhadores já dura quase dois meses. Ao todo, 190 canteiros de obras em toda a cidade estão com as atividades paralisadas. A estimativa do sindicato é que existam mais 300 obras em Manaus. O sindicato explicou que ainda não é possível calcular o prejuízo causado pela greve.
O Sinduscom informou que se reuniu na última segunda-feira (5) com os trabalhadores para tentar chegar a um acordo. A reunião terminou em impasse. Na ocasião, o sindicato patronal propôs repor inflação salarial de 5% com ganho real que totalizaria 6%. Os trabalhadores exigiram 15%.
Ação na Justiça
Após a negociação inconclusiva, entre trabalhadores e empresários, o Sinduscom entrou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que a Justiça decida qual o reajuste será dado.
De acordo com a assessoria do Sinduscom, a greve atinge apenas o setor imobiliário. Aproximadamente 110 empresas são sindicalizadas em Manaus. Do total de empregados, 20 mil são legalizados e possuem carteira de trabalho assinada. O sindicato também estima que outros 20 mil trabalhadores estejam em situação irregular.
Os trabalhadores, segundo sindicato, também exigem que a cesta básica no valor de R$ 80 e instalação restaurantes nos canteiros de obras sejam votados em convenção coletiva. A medida obrigaria as empresas a atender as reivindicações.
Para o sindicato, não há como conceder um reajuste maior que 6%. O percentual teria que ser repassado às empresas do setor imobiliário. Elas não teriam como pagar esses salários.
A entidade está disposta a discutir as reivindicações com os trabalhadores. O acordo, segundo o sindicato, depende dos próprios operários. O sindicato espera a se reunir com os trabalhadores ainda hoje.
Esclarecimento
O Sinduscom informou que realizará uma coletiva de imprensa, na tarde de hoje, para expor o posicionamento da entidade. A coletiva deve ocorrer às 14h, na sede da Federação das Indústrias do Estado, no Centro de Manaus.
O presidente da entidade, Eduardo Lopes, deve esclarecer o que foi discutido nas últimas reuniões com os trabalhadores. Ele também deve falar sobre quais as medidas que serão tomadas para acabar com a greve.
Fonte: Portal Amazônia
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