Para tanto, as 28 entidades reunidas no Colégio de Entidades Nacionais (Cden), um dos fóruns do Sistema Confea/Crea, já elaboram um calendário de atividades a serem desenvolvidas nos estados, de agosto a outubro, a fim de que os próprios profissionais, por intermédio de sua experiência no dia a dia, sugiram ações a serem desenvolvidas em nível nacional.
Em agosto, o Distrito Federal realiza o primeiro Fórum de Valorização Profissional. Entidades Nacionais como a Associação Nacional dos Técnicos (ANT), Federação Intersindical de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), já se preparam para agendar encontros das representações estaduais.
Dos encontros estaduais deverão surgir três propostas que serão sistematizadas e somadas as que alimentaram o IV Congresso Nacional dos Profissionais, realizado em 2001, com enfoque especial na valorização profissional.
“A ideia de valorizar o profissional não é nova no Sistema, mas, até agora, a defesa desse objetivo se prendia a conservação de reserva de mercado e pagamento do salário mínimo profissional. Pretendemos, sem abandonar esses temas, abrir uma janela que priorize os valores éticos. Acreditamos que assim a sociedade valorizará os profissionais da área tecnológica pelo que fazem e são, e não apenas porque será multada caso um profissional habilitado não esteja à frente de obras e empreendimentos”, diz Vicente Trindade, coordenador do Projeto de Valorização Profissional do Sistema Confea/Crea.
Trindade, por sua vez, afirma que a valorização deve partir do próprio profissional: “na medida em que ele participa para mudar conceitos, o mercado de trabalho passa a respeitá-lo e a se adequar à realidade atual”. Ele reconhece que o trabalho não é fácil: “queremos envolver nessa reflexão o profissional que está na base, longe dos centros decisórios e isso leva tempo, mas que significará um avanço de décadas no reconhecimento de milhares de profissionais responsáveis diretos pelo desenvolvimento do país”.
A sociedade tem que perceber que a contratação de um profissional habilitado representa segurança, na visão de Vicente Trindade. “Construir ou reformar residências, galpões ou prescrever receituários agronômicos, por exemplo, é o nosso objetivo final. A garantia de empregos ou trabalhos com boa remuneração será uma consequência”, completa.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea




