
O uso e as vantagens da tecnologia BIM (do inglês, sigla para Modelagem de Informação da Construção) na indústria da construção civil no Amazonas foi uma das novidades apresentadas durante a Exposição Cultural de Engenharia, organizada pelo CREAjr-AM. Considerada pelas startups e especialistas do setor como uma das mais promissoras tendências dentro do mercado de Engenharia e Construção, a tecnologia recebeu um stand especial no evento, onde foi apresentado um edifício virtual que deve ser erguido na zona Centro-Sul de Manaus.
O engenheiro civil Bruno Chacon, sócio-proprietário da Chacon Engenharia, explicou que o gerenciamento de informações dentro de um edifício, desde a fase inicial de projeto, criando um modelo digital que abranja todo o ciclo de vida da edificação é uma tendência irreversível na indústria da construção civil. Segundo ele, a abrangência do 3D alcança desde os detalhes construtivos, passando pela quantificação rigorosa dos materiais e acabamentos.
“Ou seja, hoje em Manaus já é possível com tecnologia BIM criar uma edificação a partir da maquete eletrônica, gerando plantas, cortes e vistas, além de simular os detalhes estruturais, interferências externas e internas, cálculos de eficiência energética, entre outros detalhes, de forma que cada um dos componentes criados no projeto seja automaticamente associado aos outros, gerando uma informação completa ao final do processo”, explicou Chacon.
Vantagens
Chacon fez questão de ressaltar as vantagens da tecnologia BIM em relação ao processo de projeto 2D, afirmando que o uso da ferramenta tecnológica pode, por exemplo, gerar uma quantificação automática e precisa nos orçamentos, minimizando os custos e reduzindo a zero erros projetuais. Conforme o especialista, outra vantagem está no fato de que, ao modificar o projeto em 3D, todos os desenhos e documentos são atualizados e da mesma forma, os quantitativos são recalculados.
“Com isso, nós conseguimos antecipar eventuais incompatibilidades de materiais que resultariam em altos orçamentos ou mesmo retrabalho por conta de falhas, que seriam descobertas somente na fase de construção da obra. Isso resulta, por exemplo, em redução de pelo menos 20% no total de custos com perda de material, o que representa um impacto entre R$ 50 mil a R$ 80 mil a menos no custo final da obra”, finalizou Chacon.
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