Variação de milho da Embrapa pode aumentar produção em 25% no Amazonas

Milho pesquisado pela Embrapa pode aumentar produção da cultura em várzea e terra-firme. Amazonas produz 2,5 toneladas por hectare.

quinta-feira, 11 de abril, 2013 - 13:32
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Aumentar a produção de milho do Amazonas em até 25%. É o que garante uma pesquisa – ainda em andamento – da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) da Amazônia Ocidental que recomenda usar novas variedades de milho em terra-firme e várzea. A medida aumentaria a produção no Estado e, consequentemente, elevaria o lucro do produtor com venda de milho verde e de grãos secos. De acordo com o pesquisador responsável, Inocencio Junior de Oliveira, há novas variedades de milho em estudo com produtividade de 20% a 25 % superior às espécies cultivadas. Isto significa colher 5 toneladas de grãos de milho seco ou 40 mil espigas por hectare. A safra estimada para este ano pela Companhia Nacional de Abastecimento é de 76 milhões de toneladas de milho, em 15,5 milhões de hectares – produtividade de quase 5 toneladas por hectare, em todo o País. Já a região Norte terá produção média de 2,9 toneladas por hectare, com cerca de 558 mil hectares cultivados. A produtividade de milho verde no Amazonas é de apenas 2,5 toneladas por hectare, com 36 mil toneladas em 14,4 mil hectares. Segundo dados da Empresa, a produção de novas variedades de milho no Amazonas deve gerar 6 toneladas por hectare em áreas de várzea e de 5 toneladas por hectare, em terra-firme. O órgão está pesquisando materiais genéticos, entre variedades e híbridos de milhos, mais produtivos e adaptados às condições de solo e clima do Amazonas, tanto para o cultivo em várzea quanto em terra-firme. Ao todo, 42 materiais estão em teste para uso como milho verde, para consumo humano, e milho em grãos, para ração animal. Dificuldades O milho é uma cultura exigente em nutrição e fertilidade do solo, especialmente, nitrogênio e fósforo. Segundo o pesquisador da Embrapa, os altos valores de calcário e adubos, além de os solos de terra-firme possuírem baixa fertilidade e elevada acidez, encarecem a produção no Estado. O Amazonas também não possui estrutura de beneficiamento, armazenamento e secagem de grãos. Considerando as condições de plantio no Amazonas, o pesquisador orienta ao produtor semear de novembro a março em terra-firme e de outubro a novembro em várzea. Em relação à colheita, ele recomenda secar e armazenar os grãos corretamente e comercializar antecipadamente as espigas verdes. Fonte: Portal Amazônia

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