De acordo com a CPRM, em junho, o Rio Negro alcançou marca de 29,7 metros (considerada a maior cheia dos últimos cem anos). Mês passado, o mesmo rio registrou uma cota de 15,89 metros, considerada a quinta maior vazante dos últimos cem anos, ligeiramente abaixo da cota mínima de segurança, de 16 metros. Em 1963, o Rio Negro teve seu menor nível, com 13,64 metros.
Segundo o meteorologista Marcondes Gama, durante mais de dez anos, as rigorosas secas e cheias do Amazonas eram associadas ao El Niño, fenômeno que ocorre nas águas do Pacífico e que altera as condições climáticas em diversas partes do mundo. Ele afirmou que, até este ano, nunca se havia registrado uma mudança climática (chuva x seca) tão veloz como foi nos rios do Amazonas:
– O El Niño produz um padrão de inundações e secas ao redor do mundo, e no Brasil causa secas na Amazônia, inundações no Sul, mas de forma gradativa e não tão violenta como ocorreu nos últimos seis meses. Não tenho dúvidas de que essa variação extrema de chuva e tempo seco tem mais a ver com o aquecimento global.
Fonte: Portal Amazônia/ O Globo
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