
E pela vastidão e discrepâncias entre os próprios ambientes amazônicos – cerrado, floresta de terra firme, várzeas e igapós -, a aprovação de um novo Código Florestal que unifica os dispositivos legais de controle e fiscalização da exploração e uso do solo nos seis diferentes biomas de todo o País pode abrir precedentes para novos desafios na sobrevivência do homem da Amazônia e da própria floresta, alertam ambientalistas e pesquisadores.Do outro lado, políticos, ruralistas e órgãos ambientais defendem a intenção de fazer com que a legislação ambiental brasileira seja cumprida, nem que para isso ela tenha que ser alterada. Legalizar a situação de pequenos produtores que desmataram áreas de proteção ambiental e vivem às margens da lei e também corrigir uma dívida histórica com os ribeirinhos, que até então são proibidos de usar as várzeas, são duas das bandeiras hasteadas por quem defende as mudanças.Na semana em que a proposta do novo texto base do Código Florestal, aprovado pelo Senado, será submetido a uma votação na Câmara dos Deputados, em Brasília, todas essas discussões voltam à tona. E não é à tôa, lembram ruralistas e ambientalistas: esse conjunto de leis pode nortear o desenvolvimento econômico de um país ainda dependente do setor primário, mas que tenta se firmar entre os grandes líderes mundiais nas discussões sobre a relação do respeito ao meio ambiente e o futuro do planeta.Fonte: Portal A Crítica.
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