
Mudanças no perfil profissional foram foco das palestras que integraram a programação do 2° Workshop sobre Mercado de Trabalho, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-AM), por meio da Comissão do Crea Jr. O evento ocorreu na noite desta quinta-feira (10), no auditório da Universidade Paulista (Unip), e contou com a participação de cerca de 300 pessoas, Mário Pierre, Doutor em Gestão Global, Estratégia e Desenvolvimento Empresarial e consultor em análise de mercado e avaliação de viabilidade econômica de novos negócios, ministrou a palestra “Profissionais do Futuro”. Em sua exposição, ele afirmou que os profissionais não podem se limitar à sua área específica. Ao contrário, precisam buscar capacitação para que se tornem multi, como forma de se destacar diante do grande contingente de profissionais que saem formados todos os anos das universidades e faculdades em todo o País. Conforme ele, é preciso que os profissionais tenham foco no que realmente querem para que consigam, a partir dos objetivos traçados, alcançar o patamar desejável. “Deve-se ser generalista do tipo que realmente sabe muito sobre muitas áreas”, frisou o palestrante. Segundo ele, não basta ter uma formação técnico-profissional, é preciso avançar e também entender de gestão estratégica por exemplo. Em relação às perspectivas em termos de crescimento de algumas áreas nos próximos dez anos, Pierre destacou a Biotecnologia, a Metrologia, a Construção Civil, além das Energias Renováveis como promissoras conforme dados levantados recentemente. Destacando as dificuldades conjunturais do país, o gerente de Negócios e Tecnologia e especialista em Planejamento em Gestão Empresarial, Paulo Barros, abordou as mudanças de expectativa dos empregadores quanto ao perfil profissional. Para ele, este processo é consequência da velocidade na transmissão de informações e no desenvolvimento de tecnologias, trazidas com a Internet e globalização, no século XXI. Para atravessar esse período, o palestrante ratifica a importância da qualificação constante dos profissionais como sendo imprescindível. Outro fator destacado é a necessidade de ter uma postura proativa, cada vez mais valorizada no atual contexto do mercado de trabalho. Empreendedorismo O coordenador do programa de Aceleração da FabriQ Soluções e diretor de Marketing na Associação Brasileira de Empresas Aceleradoras de Inovação e Investimento (Abraii), Daniel Goettenauer, trouxe o tom empreendedor para o evento. Em sua palestra acerca de startups (que podem ser entendidas como empresas iniciantes no campo da inovação) disse que empreendimentos dessa natureza estão crescendo em todo o País, inclusive nas áreas da Engenharia e Agronomia, tornando-se também foco de interesse de grandes corporações. “A projeção é de que, em cinco anos, o ambiente de inovação represente em torno de 5% do Produto Interno Bruto (PIB)”, afirmou. No caso específico do Amazonas, a chamada cultura das startups obteve resultados, porém, precisa avançar e um dos fatores que deve influenciar neste processo é o aumento de investimento. “O Amazonas é o Estado do País que se destaca pelo interesse das pessoas em empreender, porém, é o pior colocado quanto a recursos disponíveis para investimento”, salientou Goettenauer, que levou para o evento representantes de duas startups locais de sucesso: eMercado e Dream Kids. Ele também frisou a mudança de comportamento de universidades e faculdades locais, as quais passaram a incentivar o processo de empreendedorismo.Veja mais fotos AQUITexto: Lisângela CostaAssessoria de Comunicação
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