Na primeira proposta aprovada, foi solicitado que, na segunda etapa, o projeto priorize o estudo dos modelos de programas de certificação profissional a serem desenvolvidos pelas Entidades de Classe. A proposta prevê, como exemplo, a utilização de modelos do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). O texto também prevê o estabelecimento de convênios com ambas as instituições.
Outra proposta estabelece a criação de um Grupo de Trabalho (GT) no âmbito do Colégio de Entidades Nacionais para viabilizar um Programa de Capacitação das Entidades em Certificação Profissional. Essa capacitação deve, segundo a proposta, permitir a definição de estratégias e diretrizes que melhor se adéquem aos interesses do Sistema Confea/Crea.
A última proposta sugere a construção de um modelo piloto de certificação a ser implantado no Rio de Janeiro, com participação da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (Abeas), de universidades do Rio de Janeiro e do Crea-RJ. A ideia é criar um “selo de qualidade” para escolas de Engenharia e Agronomia, de forma a promover um comprometimento com a excelência de ensino e a constante busca por inovações.
Durante o Workshop, foi organizada uma mesa redonda sobre estratégias para mobilidade profissional, cujas conclusões demonstraram que a mobilidade entre os países é facilitada pela certificação, por causa da possibilidade de reconhecimento da qualidade profissional. Nesses casos, a certificação pode ser tanto do profissional quanto da instituição de ensino, conforme explicou o ex-presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) e atual presidente da Abenge, Nival Nunes de Almeida. De acordo com ele, a avaliação de profissionais de nível superior pode ser feita por dois mecanismos: ou certificando o profissional, como o faz a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com seu exame de ordem, ou registrando as instituições de ensino nos conselhos profissionais, como é feito atualmente pelas Escolas de Engenharia.
Antonio Pinheiro, do Conselho Federal de Medicina (CFM), explicou como são obtidas as especialidades médicas. “A obtenção do título de especialista tem se tornado requisito importante, motivo pelo qual o médico tem mostrado interesse e também por que todas as sociedades de especialidade e as entidades relacionadas têm-se mobilizado para acompanhar, participar e avaliar os diversos tipos de formação de especialistas”, disse. “Some-se a isso o fato de que fatores novos, como, por exemplo, o início do Mercosul, têm influenciado a rediscussão e atualização desse tema pelo envolvimento que os diferentes países têm na sua atuação”, completou.
Fonte: Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Confea
CREA-AM intensifica fiscalização no Festival de Parintins e reforça segurança das estruturas e valorização da engenharia
A equipe de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do...



